Archive for julho \31\UTC 2008

Mão bêbada

31 julho, 2008

Um homem foi pego, numa manhã dessas, dirigindo completamente embriagado e com outras substâncias na cabeça. Repórter foi entrevistá-lo e…

– Frrrrrrrooooooooodo! hahaha Você é o Frrrrodoooo – dizia o rapaz ainda alterado ao jornalista.

Ignorando a brincadeira, o repórter quis saber o que ele fez na noite anterior.

– Aaaahhh, aquela coisa. Cervejiiinha (sinalizava com o dedão na boca), baladiiiinha (e se remexia), namooooro (e abraçava a ele mesmo) e… pegava no palmito! hahahahaha – revelou, esticando a mão para alcançar certas regiões do repórter.

O jornalista desviou-se rápido, mas nem policiais escaparam dessa situação.

– Pega no palmito!!! hahahahahaha – e levou a mão em direção ao policial que passava no momento.

Acredito que isso também tenha pesado contra ele.

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Para acabar com a violência

28 julho, 2008

Luluzinha, grande colaboradora, me passou essa…

Aos 85 anos, um senhor parece incansável em colocar um ponto final na violência. Ligou para o jornal criticando que não adianta nada noticiar que fulano matou um, e que um bateu em outro.

– Vocês têm é que fazer uma matéria de capa pra pôr fim na violência!

Bom, ele não sugeriu a manchete (aliás, alguém tem idéia de alguma?). Mas está perseguindo seu ideal. Disse que têm ido a todas as igrejas, vendo como elas podem contribuir na sua busca pela paz e pelo que falaram, ele ligou para a TV e outros jornais pedindo a mesma coisa!

Desejo muita sorte.

Repórter Inexperiente

15 julho, 2008

Uma pena eu ter perdido essa, mas parece que foi assim:

Repórteres aguardavam no aeroporto a chegada de presos em mais uma operação com nome criativo da Polícia Federal. Só que imprensa estava de um lado, acusados chegaram de outro.

Um repórter de televisão saiu correndo para não perder as pessoas desembarcando e fazer a passagem, na pressa não conferiu os adesivos do carro e entrou no da concorrência:

– Rápido! Eles vão chegar lá!
– Oh, o senhor vai me desculpar, mas aqui eu só levo gente da minha empresa.

Desfeito o engano e já no outro lado, saltou do carro se ajeitou todinho pra fazer a passagem, mas…cadê o microfone?

O motorista, o certo, saiu voando pra trazer o dito cujo, que ficara do outro lado.

Com acusados em terra e passagem feita é hora de ir para sede da PF, a uns 20km do aeroporto. Sem trapalhadas desta vez, exceto por um fio preto pra fora do carro, que trazia algo quicando no asfalto. Era o microfone preso a uma das portas…  Deu pra sentir o que restou dele, né?

Já piadinhas sobraram. Um policial virou para o jornalista e brincou:

– Rapaz! Vocês pareciam recém-casados com essa coisa aí dependurada no carro!

Au, au, au. Cocorocó

4 julho, 2008

Paulo Lopes ou Paulopsh, como dizem por aqui. Uma conclusão tirei indo até lá. (lá, leia-se: o começo do fim do mundo).

Paulopsh é onde os animais apresentam comportamento estranho. Pois imaginem que fui atrás de uma sabiá, que todo dia faz visitas a uma casa. Bilica, o nome dela. Uma gracinha. O melhor era a “dona” chamando a Bili como se fosse um cãozinho.

O passarinho foi adotado como filha mais nova. Ganha ração especial, larvinhas na boca e até foge de casa pra namorar. Sumiu dois dias! A dona não tem dúvida, tá de namorado.

Daí conheci o filho da dona, o pequeno nativo Eduardo, 9 anos. Como fala! Eduardo me contou histórias super legais e Bili tornou-se coadjuvante. Era o peixinho que se chamava Rabanete e o cachorro que se chamava Nãodigo.

“- Um dia veio um amigo meu aqui em casa e ele me perguntou como era o nome do cachorro. Eu respondi: Nãodigo.
– Ah, pára né! Fala aí o nome do cachorro!
– Nãodigo! Pode perguntar pra mãe, é Nãodigo né mãe?”

Foi a mãe mesma quem escolheu o nome.

Havia também o cão melhor amigo da galinha, ou vice-versa. E as galinhas que fizeram um ninho em cima de uma árvore, bem alta, por sinal.

Tudo isso Eduardo me contou enquanto eu esperava a Biliquinha dar o ar da graça. Ah sim, Eduardo ainda me ensinou uma coisa:

– A Bilica sempre fica paradinha no pé da cadeira quando eu tô eshtudando pra prova. Por que tu sabesh né? A eshcola fash prova. Por exemplo, amanhã eu tenho prova de matemática.

É… Biliquinha até apareceu, mas daí, eu já tava entretida com o maravilhoso mundo de Paulopsh.

Daniel Conzi

Se alevantando

2 julho, 2008

Agostinho, 22 anos. Franzino e falante, perna amputada. Tudo bem. “O negócio é se alevantar e continuar.”
Quando soube que só restaram 22 centímetros de perna, o choque veio, é verdade. Mas no dia seguinte, Agostinho já tava de piadinha. “O que me deixou mais triste não foi perder a perna, foi perder a minha tatuagem”. Diz ele que o irmão ficou puto.
Agostinho, natural de Antônio Carlos. Perdeu a perna há dois anos num acidente de moto. Enquanto não recebe a prótese do INSS, ele mesmo cria suas pernas. Já fez de madeira, PVC e agora anda com uma de ferro.
Tombos, leva muitos. “Mas, eles são normais. O negócio é se alevantar e continuar.”
Se alevantando e continuando, Agostinho não perdeu tempo. Faz tudo o que fazia antes. “Acho que até melhor!”. Ele até anda de moto. Uma argolinha na perna de ferro, que engata na marcha da moto e pronto. Às vezes ele cai, admite, mas “o negócio é se alevantar e continuar”.